Pode soar estranho caro leitor, mas não se trata do efeito meteorológico que libera descargas elétricas ao atingir o solo. O raio em questão é o componente encontrado nas rodas da bicicleta e cada uma das barras que une rigidamente a zona central com a perimetral. O centro liga com um eixo. A disposição do enlaçado dos raios pode ser radial, cruzada ou mista.

Quando o ciclista está praticando sua pedalada e se depara com a situação de ter o raio quebrado. Como faz a troca do raio quebrado? Qual a maneira mais indicada para fazer a troca? O DbikeSC apresenta algumas dicas para o eventual acidente da quebra dos raios.

O primeiro passa é identifique o ponto em que a roda está fora do centro. Para isso, você poderá utilizar as sapatas do freio ou as ponteiras do centrado de roda, se estiver numa oficina.
Os raios partem de furos nas flanges dos cubos e são ligados ao aro pelos nipples (pequenas porcas localizadas junto ao aro). Os raios partem das flanges à esquerda e à direita do cubo, portanto, uma vez que você tensionar um raio que parte do lado direito da flange, você automaticamente trará essa área do aro para o mesmo lado e vice-versa. Atenção ao excesso de aperto, isso pode danificar tanto a flange do cubo quanto o encaixe do nipple no aro.
Prudente, antes de aplicar essa tensão, afrouxar quatro raios para cada lado do raio quebrado, pois quando você centrar a roda, o resultado será melhor. Dessa maneira, você traciona uma área maior do perímetro do aro, o que forma uma alavanca melhor.

Os Tipos de Raios

Raios de aço comum: São raios bem baratos confeccionados em aço com uma cobertura de zinco que serve para proteger da ferrugem. Isso não é exatamente eficiente, pois a solução contra a ferrugem são os raios de aço inoxidável.

Raio de aço inoxidável: Confeccionado em aço inoxidável, ele pode ter formato laminado (aero ou chato) ou cilíndrico, que são os mais comuns.

Raios de kevlar: um material largamente utilizado na indústria da bicicleta, que se vale de sua resistência elástica e mecânica para proporcionar maleabilidade e leveza às rodas. Eles não são comuns e têm um valor relativamente elevado devido à nobreza do material. Porém, no caso de quebra, a teoria de troca é sempre a mesma, não basta somente “espetar” o raio novo no lugar do quebrado e apertar para fazer o alinhamento, muitas vezes sem sequer remover o pneu da roda: isso é errado! Salvo em uma emergência na qual o ciclista não tem a opção de acionar um mecânico. Nesse caso não há outra saída a não ser a substituição imediata sem desmontar muito a bike, ou seja, pensando na agilidade.

 

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