A popularização dos carros nas grandes cidades mundiais e aliado a crescente emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, coloca uma nova realidade aos governantes das metrópoles com isso precisa planejar no seu crescimento em uma forma mais sustentável para as próximas gerações.

O ciclista mais interessado em fazer viagem sobre duas rodas pode colocar na sua rota: seis metrópoles que estão já estão se adaptado a nova realidade. De Amsterdã a Bogotá, de Sevilha a Quioto, são cidades que apostam em que moradores e turistas se locomovam de bicicleta para fugir dos engarrafamentos e curtir as belas paisagens.

  • Chicago, capital de Illinois nos Estados Unidos, ficou conhecida como Bike Friendly porque no final do século XlX já contava com cinquenta clubes de ciclismo com mais de 10 mil membros. O ciclista que circula por Chicago tem serviços à disposição como o McDonald’s Cycle Center que você pode aprender sobre bicicleta, estacionamento seguro e vestiário para tomar aquela ducha antes do trabalho, e também o bem sucedido empréstimo de bicicleta Divvy que foi premiado Top City Cycling Award pela Revista Bicycling em 2016.
  • A cidade de Bogotá, na Colômbia, vislumbrou essa mudança na década de 1970 com o ativista Ortiz Marino que trouxe consigo essa ideia pioneira devido à falta de mobilidade encontrada. Após quatro décadas, Bogotá apresenta mais de 400 km de ciclovias e ciclo faixas espalhadas.
  • Amsterdã é apontada com a cidade modelo para os ciclistas porque a maior parte do território ser plana, a interligação entre os bairros e os turistas encontra os pontos turísticos através da bicicleta. Além disso, outro fator explorado são as leis de trânsito para ciclistas são apresentadas e ensinadas dentro das escolas holandesas. Em cada semáforo há um espelho para que os motoristas possam ver os ciclistas em seu ponto cego.
  • Os espanhóis de Sevilha, na região da Andaluzia, planos de circulação desenhados na margem ocidental do Guadalquivir, por ocasião da Expo 92, abriram uma brecha. Atualmente, Sevilha possui um serviço municipal de aluguel compartilhado de 3 mil unidades e calcula-se que quase 100 mil circulem diariamente pelos 120 quilômetros de vias reservadas às bicicletas e demarcadas pela cor verde.
  • Quioto, o ciclismo zen nos meios dos bosques japoneses. Plana e desenhada em quadriculas, com asfalto em perfeito estado de conservação, é ideal para ser percorrida de bicicleta. Surpreende, no entanto, que se possa circular pela maioria das calçadas, compartilhadas com os pedestres advertidos pelas campainhas das bicicletas, embora a principal preocupação dos viajantes seja lembrar que no Japão se circula à esquerda.
  • O ciclista que deseja fazer uma Cicloviagem por um roteiro alternativo pode encontrar em Liubliana, capital da Eslovênia. No final da década de 1990, Edvard Ravnikar, responsável pela urbanização da cidade, preocupado com os congestionamentos foi a Copenhague, capital da Dinamarca, para aprender sobre a implantação da bicicleta na cidade e ao voltar aplicou o que aprendeu. Nos tempos atuais, além dos pontos turísticos tradicionais como a Ponte do Dragão e a Catedral de São Nicolau, Liubliana é uma autêntica cidade ciclísticos sendo 80 quilômetros de vias sinalizadas e outros tantos de vias exclusivas. Vale lembrar que a Eslovênia foi uma república que pertencia à Iugoslávia e era o meio de transporte dos camponeses e operários, com isso a cultura da bicicleta vem de longa data no meio da população local. Liubliana foi escolhida com a capital verde da Europa.

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